Ócio criativo – isso não é uma história de amor

abril 7, 2010


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Quando vi Heco pela primeira vez ela me pareceu a mulher mais difícil de ser conquistada de todas as mulheres que eu já tinha visto na vida que, nos meus 11 anos, não tinham sido muitas. Mas isso não importava. Nem que eu tivesse estado com atrizes de cinema, as européias de preferência, nem elas. Heco tinha qualquer coisa superior nos olhos que nada tinham de esnobes. Ela nem precisava ser das mais bonitas. Era como se ela fosse de outro planeta. Ou outra dimensão desse mesmo planeta, talvez você só entendesse se você visse Heco. E tivesse 11 anos quando isso acontecesse. E ela teria 15. E ela nunca olharia para você, ou para mim. Mesmo assim eu sonhava com ela todas as noites.

Foi no terceiro uísque que comecei a lembrar de Heco. A gravata já estava frouxa no pescoço. O paletó posto sobre as costas da cadeira. Uma mão apoiando a cabeça e a outra girando o gelo no copo de cristal fino. Bar de um hotel que já não me caia bem, se é que você me entende. É incrível como sonhos e ambições mudam com o tempo. Naquele dia eu dispensaria qualquer Heco pelo mínimo de perspectiva, qualquer vislumbre de norte.
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>> um trechinho do meu primeiro romance =).
ai você me pergunta: Por que você está escrevendo um romance, criatura?
e eu lhe digo: faço a menor ideia. mas, enfim, comecei.
ele já tem 3 capítulos prontos! os dois primeiros e o final – ou seja, umas 10 ou 12 páginas.
nada como ficar doente e não ter absolutamente nada para fazer, não é mesmo?
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