Archive for the 'Uncategorized' Category

O Beijo

junho 3, 2010

Umas duas ou três vezes por ano eu arrumo o meu quarto. Numa dessas vezes achei uma revista, dessas de imagebank, com várias fotos que remetiam a boca, paladar, sensação, relações, universo feminino, etc. Daí, como boa pessoa dispersa que eu sou, abri um parêntese na arrumação do quarto e me dediquei a montar esse mural na minha parede. Ele tá aqui. Até hoje. E todo mundo que entra no meu quarto comenta sobre ele. Já me perguntaram se sou eu nesse beijo mais quente, na foto do meio. Já adoraram e disseram q iam roubar a ideia. Já filosofaram sobre a mulher que se deslumbrou na infância, descobriu o desejo, passou por pudores e medos, se submeteu a riscos e depois, com toda essa carga emocional, vislumbra um futuro… minha gente, já disseram tanta coisa. Disseram, inclusive, que essa colagem erra muito impessoal porque eu não estava em nenhuma das fotos!!! Bom, nesse dia do impessoal eu me irritei um pouco, não vou mentir. Porque, na verdade não sei bem explicar porquê, mas sempre que olho todas essas imagens juntas, dispostas assim, como estão, vejo um monte de mim.

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Colher de sopa cheia

abril 28, 2010

Então

O Ladainhas, origens, voltou ao ar.

Só que, agora, via wordpress.

Enquanto aqui ficam pensamentos avulsos

la ficam contos, crônicas e narrativas aleatórias.

Enjoy

http://nathaliaq.wordpress.com/

Pensamento do dia

abril 26, 2010

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Convenhamos, as coisas não precisam ser tão sérias, não é mesmo?

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Enquanto não vivo, me alimento de vidas alheias

abril 19, 2010

Durante a tarde me dediquei a O Grande Gatsby, até a última linha do Fitzgerald. Não faz muito meu tipo, a narrativa, mas o livro é bom. Missão cumprida: menos um não-lido na minha estante.

O problema do livro, na verdade, foi ter me deixado ainda muitas horas vazias para um domingo. Tomei banho e fui ao cinema – tradicional matar de horas. Fui sozinha, como sempre, afinal não se tratava de lazer e sim matar de hora. Soul Kitchen, o filme. Sessão das 18:30 lotada demais para o meu climinha fim de tarde. Excelente filme ocupa-horas: boas risadas sem nenhuma grande transformação ideológica.

De volta à casa, ainda falta de sono e sobra de horas. Tinha completado o download de O Cão Sem Dono, que havia sido iniciado no comecinho da tarde. Sim, baixei o filme por causa do livro – mais meu tipo de narrativa. Nunca consegui fazer amizade com autor desse tal livro. Muito menos que ele lesse minhas histórias. Por mais q eu tenha pedido umas duas vezes. Não sei ser insistente – por isso sempre perco muita coisa.

O filme romantizou um pouco demais a história toda e não achei nem o Ciro nem a Marcela de Até o Dia em que o Cão Morreu lá. Além disso, o excesso de fadeouts me cansou um pouco. Tanto que foi nessa hora, filme rolando, q comecei a escrever. O filme não é ruim, de forma alguma. Mas comparações são inevitáveis. Ao menos resgatei na memória aqueles personagens.

Antes do primeiro filme eu recomecei a ler outro livro. Bestiario, de Cortazar. Indicação de uma inusitada e divertida travessura de sexta-feira, ou melhor, sábado já de manhã. A merda é que sempre demoro um pouco demais lendo em outra língua. A fila inteira do filme + uns 20 minutos antes da sessão começar não me renderam umas 7 páginas. Meu QI não é lá muito elevado, lástima reconhecer isso. Caso contrário meu ano e meio de estudo de espanhol + os dois meses em Buenos Aires me renderiam pouco mais que 7 páginas em 30 ou 40 minutos. Sempre se pode culpar algum déficit de atenção, excesso de sensibilidade pós-parágrafo, coisas do gênero… Você fica até mais interessante.

Falando em outras línguas, tenho uma bateria de exercícios do francês para fazer. Diferente de outras coisas, esse francês não me dá tesão nenhum. Não devo ser mesmo lá muito boa em línguas… (só sou assim amarga aos domingos, ok?)

Deitada aqui, agora, olhando o filme no laptop, os livros de francês ao lado dele, compartilhando a mesma mesa, me toquei que devo ter passado hoje umas 20h dentro do meu quarto, me alimentando de histórias que não são minhas. Indo vez ou outra na cozinha comer ou beber alguma coisa. As vezes interagir um pouco com o pessoal aqui de casa. Na saída pro cinema, de 2 ou 3h, não me privei da vida alheia e permaneci apagada para o resto do mundo. Só um ou dois conhecidos na fila. Duas narrativas, uma escrita e outra audiovisual, que não me diziam respeito. De todos os dias da semana, domingo é o que eu mais faço questão de ser menos eu e o que eu menos faço questão de existir para todo o resto além da minha cama e quarto, afundada em qualquer livro, filme, planos irrealizáveis e idéias furtivas.

Meu cigarro tem um tempo de vida. Minha vida precisa de um cigarro. Essas duas frases estavam em Um Cão Sem Dono. Não que elas tenham muito a ver com o resto do texto, mas sexta, ou sábado quase de manhã, fumei uns dois. Coisa que não costumo fazer. Nem sei tragar direito.

É só isso, nada muito além disso

abril 12, 2010

É pedir muito querer que alguém me entenda? Com calma? Que eu tenho meus fracos e minhas feridas e, na hora do susto, me abrace e pronto? Me conforte um pouco e com um pouco de paciência? É só disso que eu preciso, um pouco de compreensão e paciência. Assim, com mais conforto e menos perguntas. Alguém que não tenha urgência, não se engane com meu jeito solto e que não se desespere quando me cair a capa. É só isso. Só preciso de alguém que me queira com calma.

Ócio criativo – isso não é uma história de amor

abril 7, 2010


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Quando vi Heco pela primeira vez ela me pareceu a mulher mais difícil de ser conquistada de todas as mulheres que eu já tinha visto na vida que, nos meus 11 anos, não tinham sido muitas. Mas isso não importava. Nem que eu tivesse estado com atrizes de cinema, as européias de preferência, nem elas. Heco tinha qualquer coisa superior nos olhos que nada tinham de esnobes. Ela nem precisava ser das mais bonitas. Era como se ela fosse de outro planeta. Ou outra dimensão desse mesmo planeta, talvez você só entendesse se você visse Heco. E tivesse 11 anos quando isso acontecesse. E ela teria 15. E ela nunca olharia para você, ou para mim. Mesmo assim eu sonhava com ela todas as noites.

Foi no terceiro uísque que comecei a lembrar de Heco. A gravata já estava frouxa no pescoço. O paletó posto sobre as costas da cadeira. Uma mão apoiando a cabeça e a outra girando o gelo no copo de cristal fino. Bar de um hotel que já não me caia bem, se é que você me entende. É incrível como sonhos e ambições mudam com o tempo. Naquele dia eu dispensaria qualquer Heco pelo mínimo de perspectiva, qualquer vislumbre de norte.
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>> um trechinho do meu primeiro romance =).
ai você me pergunta: Por que você está escrevendo um romance, criatura?
e eu lhe digo: faço a menor ideia. mas, enfim, comecei.
ele já tem 3 capítulos prontos! os dois primeiros e o final – ou seja, umas 10 ou 12 páginas.
nada como ficar doente e não ter absolutamente nada para fazer, não é mesmo?

Nietzsche, Schianberg e Marçal Aquino

março 8, 2010

“[…] o professor Schianberg dá voz a Nietzsche – ‘Há sempre um pouco de loucura no amor, mas há sempre um pouco de razão na loucura’ -, para depois contestá-lo, lembrando que na loucura dos amores contrariados não há espaço nenhum para a razão, apenas para mais loucura.”

Eu receberia as piores noticias dos teus lindos lábios – Marçal Aquino

5 meses depois, finalmente comecei a ler. =)

Sexy

fevereiro 28, 2010

Sobre a música, duas observações.

1. filho da puta o cara que me mandou a música pq faz uma semana que escuto ela e só ela.

2. my kind of music is the most sexy kind of music. ever.

No mundo dos gigantes

fevereiro 23, 2010

Esse muito bem articulado mundo adulto se enche de artifícios, códigos subverbais, para que se saque as “bolas foras” sem precisar escancarar as coisas.

Encondido

fevereiro 23, 2010

Parece que meus montros resolveram sair das sombras para me atormentar um pouquinho. Fazia tempo que eles levavam uma vida sedentária e sem grandes emoções. Resolveram botar a casa pra mexer. Seria uma ótima ideia se tal casa não fosse a minha cabeça.