Posts Tagged ‘combina’

O Beijo

junho 3, 2010

Umas duas ou três vezes por ano eu arrumo o meu quarto. Numa dessas vezes achei uma revista, dessas de imagebank, com várias fotos que remetiam a boca, paladar, sensação, relações, universo feminino, etc. Daí, como boa pessoa dispersa que eu sou, abri um parêntese na arrumação do quarto e me dediquei a montar esse mural na minha parede. Ele tá aqui. Até hoje. E todo mundo que entra no meu quarto comenta sobre ele. Já me perguntaram se sou eu nesse beijo mais quente, na foto do meio. Já adoraram e disseram q iam roubar a ideia. Já filosofaram sobre a mulher que se deslumbrou na infância, descobriu o desejo, passou por pudores e medos, se submeteu a riscos e depois, com toda essa carga emocional, vislumbra um futuro… minha gente, já disseram tanta coisa. Disseram, inclusive, que essa colagem erra muito impessoal porque eu não estava em nenhuma das fotos!!! Bom, nesse dia do impessoal eu me irritei um pouco, não vou mentir. Porque, na verdade não sei bem explicar porquê, mas sempre que olho todas essas imagens juntas, dispostas assim, como estão, vejo um monte de mim.

É só isso, nada muito além disso

abril 12, 2010

É pedir muito querer que alguém me entenda? Com calma? Que eu tenho meus fracos e minhas feridas e, na hora do susto, me abrace e pronto? Me conforte um pouco e com um pouco de paciência? É só disso que eu preciso, um pouco de compreensão e paciência. Assim, com mais conforto e menos perguntas. Alguém que não tenha urgência, não se engane com meu jeito solto e que não se desespere quando me cair a capa. É só isso. Só preciso de alguém que me queira com calma.

Sexy

fevereiro 28, 2010

Sobre a música, duas observações.

1. filho da puta o cara que me mandou a música pq faz uma semana que escuto ela e só ela.

2. my kind of music is the most sexy kind of music. ever.

Manual

janeiro 26, 2010

Será que nossos problemas com ego, estima, sociedade, essas coisas, nunca acabam? Ou será que isso é problema de mulher? Deus pirou tanto com o nosso design que se destraiu da hora da composição química, nos deixando uns tais hormônios excessivamente instáveis. Vocês estão me entendendo? Acho que não. Então… Almodovar, ele entende a nós, mulheres, como ninguém.

Play it again! And again! And again!

janeiro 19, 2010


Inesperadíssimo, sem caixinha, já no drive, modo ON. Por algum motivo obscuro eu nunca tinha me dedicado ao Obscured by the Clouds, Pink Floyd. Mas ele estava ali pronto, estranha e inesperadamente no som do carro da minha mãe e me fisgou já na primeira música – que na verdade foi a faixa 07, Childhood´s End. Vai, eu estava numa baita ressaca – 5 ou 6 caipirinhas + 1 cerveja + 3 cigarros – e esse climão melancólico caiu como uma luva, principalmente num dia chuvoso como esse domingo. Sei que sentada ali no carro, fiquei me perguntando por que não guardei um pouco do tempo me acabando em Dark Side of The Moon e Wish You Were Here para o Obscured by Clouds em tempos atrás? Já tinha visto tantas vezes esse álbum de bobeira no quarto de Rapha (meu irmão). Tamanha, tamanha burrice nunca ter sido uma ouvinte curiosa e ter me entregue à acomodação dos lugares comuns, porque o álbum é simplesmente Incrível!!!

E então, seguindo viagem, eu e minha estranha mania de repetir as faixas escutamos só a faixa 05 (Wot´s… Uh the Deal) umas quatro vezes. O que foi uma pena porque tardou mais a chegada da faixa 09 (Stay) que eu escutei umas cinco ou seis vezes, mas só depois de ouvir a Childhood´s End umas três vezes mais. Com muito, muito esforço consegui chegar à faixa 10, pra depois repetir a 05, a 07 e a 09. Será esse tipo de fixação algum grau de loucura?

A única coisa que me deixou triste foi a estranha “semelhança” na introdução de Wot´s… Uh the Deal com uma baladinha da fase “Músicas para Novela das 8h” dos Titãs. Fico muito chateada com esse tipo de coisa porque esses roubos maculam o feeling que certas canções causam na gente. O Bowie sofreu muito com isso. Madonna, coitada, não que a versão original fosse magnífica, mas “tocada pela primeira vez” mazelou total.

Pois é, a faixa 05 foi maculada. Mas mesmo assim, os Titãs não roubaram dela o brilho e ela mereceu aquelas tais compulsivas repetições.

aaahhhhhhh……

janeiro 18, 2010

Sobre fidelidade e um garoto, ela alta e ele grande

dezembro 29, 2009

A melhor e a pior parte de Nick Hornby é que os livros dele não rendem nem três dias na minha mão. E, depois de ter lido as duas obras principais, acho que não vou resistir. Ignorarei minha ignorância fulebolística e mergulherei no Fever Pitch. Ou passarei horas escutando meu irmão e a namorada num discurso “Imitona, imitona!” ao começar a listar minhas 31 músicas preferidas. Ou roubarei de uma estante próxima (quarto aqui ao lado) um livrinho qualquer com uma coletânea de textos curtos desse tal Nick. Por mais que já me tenham alertado que, depois de High fidelity e About a boy, ele já não me trará grandes emoções. E, talvez,  isso acarrete num “morgando” do cara que tem me apresentado tão bem ao emblemático universo Homem (sexo masculino) Contemporâneo.

Mas, foda-se! Tudo em prol de uma literatura rápida e divertida – adequadíssima à geração “a fila anda”.

Enquanto não decido meu hornbydestino, ocuparei algumas horas ociosas na agência – pra quem não sabe, sou publicitária – com isso >>aqui<<

Alice no País das Maravilhas

dezembro 22, 2009

Agora, que terminei o livro, fiquei com um seríssimo problema. Toda vez que olho pra lua minguante acho que, por trás dela, vai se materializar a cara risonha de um gato de duquesa.

não perturbe

dezembro 2, 2009

Continuo vestindo a camisa do meu irmão e a tiara de quando fui ao Castigliani, mas já me livrei do short e do sutiã. O bom do seu quarto a portas trancadas é que se pode ficar bem a vontade.